CONTOS E FADAS

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Posted by contosfadasfest on April 17, 2010 at 8:39 PM




     Se tem uma coisa que eu amo, é contar estória. Adoro ir na escola onde meus filhos estudam e contar para as turmas da educação infantil e dos três primeiros anos de alfabetização, mas acabei recebendo convite para uma contação na Biblioteca Municipal Murilo Mendes e quase me acovardei quando soube que a maior parte da platéia era de adolescentes.


      Nunca tinha contado meus contos para esse tipo de platéia, mas as fadinhas, bruxinhas e duendes me ajudaram e foi maravilhoso.


      Parte da platéia era de pessoas excepcionais e eles riram, aplaudiram e participaram como as crianças com quem eu estava acostumada e foi lindo, alguns, ao serem convidados por mim, até subiram no palco para contar também.








    Tratava-se da comemoração da Semana do Livro Infantil e a BMMM, em Juiz de Fora

organizou a "II Semana de Monteiro Lobato".


    Para homenageá-lo eu criei um texto com os personagens do Sítio do Pica Pau Amarelo com o título "Uma Aventura Silenciosa Com A Turma do Lobato".


   Deem uma olhadinha e me digam se ficou bom:


 

 

 

                 

 

                                                    UMA AVENTURA SILENCIOSA

                                                    COM A TURMINHA DO LOBATO

 

                                

 

 

 

 

“Sonhar é o que torna possível realizar.”

 

 

 

MARIA HELENA CRUZ

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

   Vocês conhecem Monteiro Lobato? Pois é! Ele é um grande escritor que, além de criar grandes histórias e maravilhosos personagens, também fez a adaptação de  grandes clássicos mundiais como Robinson Crusoé, de Daniel Defoe.

 

   O trabalho dele que eu mais gosto é o daturminha do Lobato, quer dizer, da “Turma do Sítio do Pica Pau Amarelo”.

 

   Quem nunca ouviu, ao menos uma vez, Emília abrir sua torneirinha de asneiras, ou quem nunca se aventurou nas “Caçadas dePedrinho”? Teve gente que até assistiu o casamento da menina Lúcia, a menina do nariz arrebitado, lá no Reino das Águas Claras durante as “Reinações de Narizinho”! Pois é! Às vezes nem sei quem é mais sabido. Se é o Visconde de Sabugosa, o Burro Falante, ou o Doutor Caramujo...

 

   Ai puxa! Tem uma aventura da turminha que eu quero muito contar para vocês... Vocês querem que eu conte?

 

  

Bem! Essa história Lobato não contou, sabem por quê? Porque ele não conhecia o segredo, e esse é um segredo da mata. Um segredo bem segredado entre as criatura da mata. Cada bicho, cada matinho escondido e algumas criaturas mágicas cheios de coisas boas no coração.

 

   Em certa noite estrelada, mas bem estreladamesmo, Emília, a boneca de pano, de repente ficou parada na porta, com um péquase na varanda e o outro dentro de casa e escutou... Escutou, escutou e...Não ouviu nada.

 

   Aliás, ouviu, ouviu sim. Ouviu um silênciotão silencioso como nunca se ouviu antes e aquilo deixou Emília curiosa,curiosíssima. Alguma coisa estava errada. 

 

   Correu para acordar Narizinho:

 

   - Narizinho, Narizinho, acorda. Acorda logo sua dorminhoca!

 

   - Ai Emília! Já é tarde, me deixa dormir que amanhã Pedrinho chega da cidade bem cedinho...

 

   - Amanhã, amanhã! Amanhã pode ser tarde demais Narizinho... O silêncio silencioso pode ter engolido a tudo e a nós todos!

 

   - Chega, chega Emília! É melhor fechar logo essa sua torneirinha de asneiras que eu quero dormir...

 

   Narizinho virou-se para o canto e dormiu, mas Emília não conseguiu chegar nem perto da cama. Como ela poderia dormir com todo aquele silêncio silencioso lá fora?

 

   Ela abriu novamente a porta e pé ante pé,deixou a varanda, caminhou pelo pomar. Escutou, escutou e... Não ouviu nada.

 

   Embrenhou-se pela mata e nem mesmo ouviu ofarfalhar das folhas em que pisava.

 

   Parou para olhar um ninho de passarinho e lá estavam eles. A mamãe e o papai passarinho estavam ao lado do ninho. Olhavam os ovos muito, muito ansiosos e tudo em silêncio, sem um pio, sem um “crack” de casacas de ovos se partindo. Só havia o silêncio silencioso.

 

  

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

   Emília estava tão entretida com aquela cena,que nem percebeu que uma criaturinha pequenina e de asas, saltitava folha por folha, chegou bem pertinho dos cabelos de retalhos da bonequinha e, por fim, sussurrou:

 

   - Que peninha! A mamãe passarinho esperavaque os filhotinhos deixassem os ovos essa noite, mas com todo esse silêncio aqui fora... Parece que eles decidiram ficar por lá mais um tempinho!

 

   - Opa! Quem é você?

 

   - Eu sou Nana, uma fada da natureza. 

 

   - Fada da natureza? Ah! Então a dona fada da natureza pode me contar porque esse silêncio silencioso está tomando conta detudo?

 

   - É que a fonte parou de borbulhar e...Oops! Acho que falei... Tenho que ir... Tenho que ir depressa.

 

   Emília segurou nas asinhas da fada:

 

   - Tem que ir “nadica de nada”. Agora que começou a tagarelar, vai ter que contar tudo.

 

   - Não, não. Não há nada para ser contado...Não há nada para ser escondido não...

 

   - Escondido? Escondido! Já sei! Todos estão fazendo silêncio, para esconder um tesouro... Talvez um tesouro de pirata... Um tesouro de pirata! Pedrinho vai se roer de inveja quando eu encontrar esse tesouro de pirata. Vamos sua fada. Me leve a esse tesouro de pirata.

 

   - Pirata? Que pirata? Ah, claro! Pirata!

 

   A fadinha teve uma ideia. Mandou que Emíliaa seguisse e a bonequinha, eufórica por estar prestes a encontrar um tesouro depirata sem a ajuda de Pedrinho, não desgrudou da criaturinha.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

   Ah! Mas a Cuca também estava de olho na estranhice do tal silêncio silencioso e resolveu dar uma espiadinha, mas seu caldeirão, e sua bola de cristal, nada conseguiram mostrar, estavam cegos, surdos e mudos. Sabendo da esperteza e da xeretice de Emília, resolveu dar uma olhadinha nela para ver se descobria alguma coisa, mas outra vez ficou sem resposta.

 

   A bruxa não desistiu e pôs-se a gritar peloSaci:

 

   - Saci, Saci... Apareça logo seu moleque...Saci...

 

   A criatura amolecada, de uma perna só e carapuça vermelha na cabeça não queria aparecer de jeito nenhum e a Cuca insistia que insistia:

 

   - Saci... Saci, seu coisa ruim, apareça já.

 

   Custou que custou, mas o moleque finalmenteapareceu:

 

   - Ai, Saci! Quanta demora! Não me ouviu chamar?

 

   - Claro, claro que ouvi seus berros, né? Com todo esse silêncio lá fora!

 

   - Pois é Saci. É sobre isso mesmo que eu quero falar, ou melhor, que eu quero ouvir. Você sabe... ouviu alguma coisa sobre esse silêncio aí pela mata?

 

   - Não, não ouvi... Tá tudo em silêncio... Quer dizer, ouvi eu não ouvi mesmo, mas aquela bonequinha faladeira lá do Sítio doPica Pau Amarelo entrou sozinha na mata e já era tarde, tarde da noite...

 

   - Entrou na mata?

 

   - Foi.

 

   - Entrou sozinha na mata?

 

   -Foi.

 

   - Entrou sozinha na mata, tarde, tarde danoite?

  

   - Foi.

 

   -Então aquela bonequinha tagarela ficou na mata sozinha e tarde, tarde da noite...

  

 

 

 

   - É... Bem! Sozinha ela entrou, mas não ficou sozinha na mata muito tempo...

 

   - Não? Com quem ela ficou na mata?

 

   - Ficou não, está! Ela está com uma fada da natureza!

 

   - Uma fada da natureza! Então foi por isso que eu não consegui ver o que aquela boneca xereta estava fazendo... Ah! Agora eu já sei o que fazer.

 

   - Sabe é? E o que “cê” vai fazer?

 

   - Não te interessa Saci. Moleque como é, vai acabar contando meu plano... Agora vá, vá! Saia já daqui que tenho muito quefazer.

 

   - Já vô, já vô... Puxa! Isso é que dá querer ajudar.

 

   Saci se virou e revirou em seu redemoinho,desaparecendo com a ventania, e a Cuca ficou preparando uma poção em seu grande caldeirão, enquanto gargalhava e gargalhava:

 

   - Há, há, há, há, há! Essa bonequinha nãoperde por esperar... Vou descobrir o motivo desse silêncio tão silencioso etratar de tirar bom, digo, “mal” proveito da situação... Há, há, há,há, há!

 

   Na manhã seguinte, quando Narizinho acordou,olhou para o canto da cama e já ia dar “bom dia” a sua bonequinha Emília, mas qual não foi sua surpresa, quando viu que a boneca tagarela não estava lá:

 

   - Ah! Mas onde pode estar essa Emília? Já sei! Deve ter sentido o cheirinho dos bolinhos de chuva da tia Nastácia e correu para comer antes de mim...

 

   Narizinho também correu para a cozinha, mas... Não viu a bonequinha em lugar algum. Olhou embaixo da mesa, atrás dos armários e até entre as lenhas embaixo do fogão, mas nada. Emília não estava na cozinha, mesmo.

 

   Perguntou a tia Nastácia, mas ela disse que não sabia de nada.

 

   Dona Benta, a avó de Narizinho, já estava na carroça chamando a menina para buscar o primo Pedrinho, mas a menina estava muito preocupada e decidiu ficar e continuar procurando a bonequinha pelo sítio.

 

   Procura daqui, procura dali, procura de lá e nada de encontrar.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

   Perguntou ao tio Barnabé:

 

   - Emília? Num vi não.

 

   Perguntou ao Burro Falante:

  

   - Emília? Realmente eu não a vi.

 

   Na biblioteca, encontrou Visconde de Sabugosa e também perguntou:

 

   - Ora Narizinho! Emília não esteve por aqui.

 

   E ela foi até ao chiqueiro, onde Rabicó, seu porco de estimação, devorava uma grande abóbora. Narizinho teve de gritar muito para que ele ouvisse, mas quando chegou a escutá-la, também disse não saber notícias de Emília.

 

   A menina sentou-se no chão e já ia começar a chorar quando se lembrou da conversa na madrugada, onde Emília abriu sua torneirinha de asneiras para falar sobre o tal silêncio silencioso...

 

   Narizinho então, parou, ouviu, ouviu... Ouviu apenas o pessoal do sítio em seus afazeres de sempre, mas não estava tudo muitocerto não! A começar pela vaca Moja. Lá no curral estava tudo muito, muito silencioso... Com exceção de Rabicó e do Burro Falante, todos os bichos, toda anatureza, estava em total silêncio. Um silêncio silencioso muito assustador.

 

   Nenhum pássaro piava, nenhuma folha farfalhava e nem o vento soprava... Na natureza, só o silêncio silencioso reinava.

 

   A menina ficou tão perdida em seuspensamentos, tentando imaginar o que a sua bonequinha estava fazendo, que nempercebeu seu primo Pedrinho chegando.

 

   O menino ficou um bom tempo olhando a prima,toda pensativa e com cara de boba. Ela estava com tamanha cara de boba que Pedrinho não resistiu e se pôs a rir, rir e acabou em estridentes gargalhadas,fazendo Narizinho acordar de seus pensamentos:

 

   - Pedrinho? Do que é que está rindo assim?

 

 

 

 

 

 

 

 

   -  Ah, Narizinho! É claro que estou rindo da sua cara de boba!

 

  - Ora! Onde já se viu? Eu aqui, morrendo depreocupação por causa do sumiço da Emília e você rindo da situação!

 

   - Desculpe Narizinho, mas você estava mesmo com cara de boba! Agora vá. Conta o porquê de tanta preocupação.

 

   - Ah, Pedrinho! Ouve, ouve só.

 

   - Ouvir o quê? A ópera que o Burro está cantando?

 

   - Não Pedrinho, o Burro não.

 

   - Não estou ouvindo mais nada.

 

   - Pois é isso! Vê só a vaca Moja... Nenhum berro,nenhum bufar, nem estalar de rabo para espantar as moscas... Aliás, ouve só. Não há nenhuma mosca fazendo suas asas cantarem... Ouve a mata.

 

   - Tem razão Narizinho. A mata está tão silenciosa!

 

   - Na madrugada, Emília tentou me falar de tal silêncio silencioso, mas eu não dei ouvidos. Achei que era mais uma de suas asneiras e de manhã, quando fui ver, Emília tinha sumido, desaparecido!

 

   - Não se preocupe Narizinho. Sabe como Emília é xereta. Na certa foi investigar o tal silêncio silencioso e nós também vamos.

 

   Pedrinho puxou a prima pela mão e foram mata adentro e quanto mais mata adentro, mais o silêncio silencioso reinava.

 

   Enquanto isso, a Cuca colocava seu plano em ação.

 

   Pegou um frasco de sua poção e foi para perto de onde viviam as fadas da natureza, Lá ela tomou o líquido e acabou se transformando em uma bruxa cara de jacaré pequenininha, pequenininha e com asinhas ainda mais pequenininhas em suas costas. Depois disso, a bruxa tratou de se enfiar embaixo de uma pedra e começou a gritar bem alto:

 

   - Socorro! Socorro... Socorro! Sou uma pobre fada da natureza, que ficou presa embaixo desta pedra... Socorro!

 

 

 

 

 

 

 

 

    A gritaria foi tão grande, que no meio de todo aquele silêncio, os gritos ecoaram por toda a mata e todos ouviram tamanho berreiro.

 

   Logo, logo aconteceu o que Cuca queria.Emília e a fada Nana chegaram:

 

   -Oh, não! A pobrezinha desta fada precisa de nossa ajuda... Ande logo Emília, tire a pedra de cima dela.

 

   - Hum! Não sei não! Essa fada está muito parecida com aquela bruxa cara de jacaré da Cuca.

 

   - Cuca? Cuca? Que Cuca? Eu sou Kaca uma fada da natureza também... Eu não tenho culpa se nasci assim, tão... Tão... Tão diferente né?

 

   - É! Ter não tem, mas...

 

   Nesse momento, Pedrinho e Narizinho , que também ouviram os pedidos de socorro, chegaram esbaforidos:

 

   - Emília, Emília! Como pode sumir assim? Não sabe que quase morro de preocupação?

 

   - Ah, Narizinho! Não é assim...

 

   Dizia Emília, enquanto tirava a pedra da“fada acidentada”:

 

   -... Eu chamei você para vir comigo saber sobre o silêncio silencioso e você não quis... Aposto que o Pedrinho descobriu sobre o meu tesouro de pirata e fez você vir com ele, só para encontrar meu tesouro antes de mim, mas não adianta porque a fada “Nanica” só vai mostrar ele pra mim, ouviram bem?

 

   - Ah Emília! Que história é essa?

 

   A fada “Nanica”, Quer dizer, a fada Nana, tratou de acabar com a discussão antes que surgisse alguma desconfiança:

 

   - Vamos, vamos! O tesouro está logo ali...

 

   Ela abriu uma cortina de ramos que descia dos galhos de uma árvore e lá estava um baú cheio de jóias e moedas de ouro.

 

  

 

 

 

 

 

 

   Emília se animou e já começou a contar aos quatro ventos os seus novos grandes feitos, mas depois se lembrou de um pequenino detalhe... Ali não havia nenhuma fonte e ela se lembrava claramente de Nana ter tagarelado sobre uma fonte borbulhante, que havia parado de borbulhar.Estranhou ainda mais quando ouviu um murmurinho longe, longe:

 

   - Olhem! A fonte voltou a borbulhar... Ah!Parou outra vez!

 

   Xereta como só aquela bonequinha, ela se virou e se pôs a andar em direção ao murmurinho, mesmo com a fada Nana tentando segurá-la de todo jeito. Os outros, claro, acompanharam Emília.

 

   Ela abriu caminho entre o matagal e galhos que pareciam estar tentando segurá-la e acabou encontrando uma fonte muito bonita. Com uma pequena cascata em um cantinho e cercada por flores e bichos de todos os tipos...

 

   É! Cercada por flores, bichos e por um bando de outras fadas da natureza:

 

   - E então sua fada “Nanica”? O que essa fonte tem de tão especial?

 

   - Nada, nada, nada... É... É só uma fonte...Só uma fontezinha boba como tantas outras fontes...

 

   - Sei, sei, sei! Então me diz o que é que faz ela borbulhar, hein? Por acaso tem um fogareiro em baixo dela?

 

   - Do que está falando? Onde já se viu?Fogareiro! Não tem fogareiro nenhum...

 

   Uma fada, um pouquinho maior e com uma coroa de pólen na cabeça, se aproximou:

 

   - Nana, o que está acontecendo?  Quem são estas pessoas?

 

   - Hum! Estas pessoas? Bem! Elas se perderam na mata e... E acabaram chegando aqui e...

 

   - Mentira, mentira, mentira, sua... Sua fada“Nanica”. Eu estou aqui é para descobrir o porquê de todo esse silêncio silencioso...

 

   - Ah, olá! Eu sou Dyma, a rainha das fadas da natureza...

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

   A essa altura, Cuca já estava escondida atrás dos cabelos de narizinho, temendo que a rainha descobrisse seu disfarce e a bonequinha se pôs a tagarelar:

 

  - Pois eu sou Emília, dona rainha, e “exijo”saber qual é o segredo da fonte e o que ela tem a ver com todo esse silêncio silencioso.

 

   - Está bem. Já não há mais razão para guardar tal segredo. Esta é a fonte das  coisas boas, movida pela fantasia e bons desejos. Cada vez que uma história cheia de aventuras e coisas boas é contada,a fonte borbulha e espalha gotinhas pequenininhas, pequenininhas que viajam comas brisas e com os ventos e levam inspiração e bons desejos para todos, em todoo mundo, mas de uns tempos para cá, a imaginação, as histórias e até mesmo ossonhos, tem ficado feios, cheios de violência, de sentimentos ruins... Até parece que hoje em dia todos preferem ficar tristes e com medo, ao invés de ficarem alegres e esperançosos nas coisas boas assim, a fonte parou de borbulhar e ...

 

   - Sei, sei, sei! Mas o que tudo isso tem a ver com o tal silêncio silencioso?

 

   - Pois tem tudo a ver. A fantasia e os bons sentimentos  estão deixando de existir e junto com elas, toda a magia e a beleza da natureza estão adormecendo,adormecendo... Até desaparecerem também... Os cantos dos pássaros, os soprosdos ventos, o “farfalhar” das folhas e todos os sons da natureza estão adormecendo e podem ficar sumir para sempre.

 

   Emília escutou a história. Pensou, pensou e gritou:

 

   -Isso está acabado. Tenho muitas histórias alegres, cheias de aventura e coisas boas, que vão fazer essa fonte borbulhar  e...

 

   Nesse instante, a Cuca voou, saindo de trás dos cabelos de Narizinho, abandonando o seu disfarce e voltando a ser a grande bruxa cara de jacaré: 

  

   - Pois fique quieta sua boneca de trapos.Não vai contar história alguma. Vou cuidar para que ninguém, nunca mais conte história alguma, para que as coisas boas acabem para sempre e que só restem  as coisas feias e ruins. Eu reinarei como a rainha das coisas feias e ruins...Serei rainha do mundo inteiro, há, há, há, há, há...

 

   - Ah, mas não vai mesmo, sua bruxa cara de jacaré...

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

   Emília pegou um pouco de água da fonte e jogou na Cuca. Na mesma hora, a bruxa fechou os olhos, baixou a cabeça para um lado,enquanto seus enormes dentes de jacaré se abriam num sorriso mais enorme ainda e se pôs a sonhar um montão de coisas boas. Depois saiu  a andar pela mata adentro. Andando e sonhando. Sonhando e andando.

 

   Emília, Narizinho e Pedrinho contaram um montão de boas histórias, fazendo a fonte borbulhar e borbulhar, levando suas gotinhas de coisas boas a todos, de todo o mundo.

 

   A natureza voltou a ser alegre e barulhenta.

 

   O tesouro de pirata voltou a ser escondido pelas fadas, para que a turminha o encontra-se muitas e muitas outras vezes e aCuca...

 

   Bem! Certo dia a Cuca acordou e não se lembrou de nenhum dos bons sonhos que sonhou, voltando a ser a bruxa malvada da mata lá de perto do Sítio do Pica Pau Amarelo.

 

 

 

 

Tudo voltou a sercomo era antes.

 

 

Agora, que tal nós contarmos um monte de lindas histórias para fazer a fonte

Borbulhar ainda mais?

 

Vamos lá?

 

 

 

                                                                      

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


  


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